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Ritmos

•  2 tempos / 3 tempos / 4 tempos / 5 tempos / 6 tempos
•  7 tempos / 8 tempos /9 tempos / 10 tempos
      

     É fabulosa a diversidade de ritmos orientais existentes, cada tribo, cada região, com sua particularidade. Assim como quando estudamos os estilos de dança, o estudo dos ritmos pode nos desanimar tamanha é a riqueza cultural a nossa disposição.

     Exponho aqui alguns destes ritmos, os que considero mais importantes para uma bailarina desenvolver o estilo clássico (dança do ventre) e também as danças folclóricas e tribais mais representativas. Em cada ritmo você vai encontrar sua origem, uma breve explicação de seus usos, a contagem e divisão dos tempos e ainda poderá ouvir uma pequena amostra do ritmo.

     A divisão dos ritmos foi feita pela contagem dos tempos, ou batidas. Meu grande mestre é Uncle Mafufo, mas a base dos estudos se dá também com Hossam Ramzy, Anelo Capuano e Jas – que me ajudou incondicionalmente com minhas dúvidas além de me ceder alguns extratos de ritmos.

     A grafia de cada ritmo pode ser diferente da que eu utilizei (ex: ayoob ou ayyub) e o “preenchimento” (letras minúsculas) também pode variar. Coloquei da maneira como ensino as minhas alunas, dando margem a variações.

     É interessante que se tenha em mente algumas palavras em árabe, o que facilita o entendimento dos ritmos:
•  Kabir: grande
•  Seghir: pequeno
•  Wahida: um, unidade
•  Wa Noss: meio
•  Taql: pesado
•  Khafif: leve
•  Taksim: dividir/dividido
•  Takassim: improviso melódico
•  Tawilla: longo

2 tempos: Malfouf / Ayoub / Falahi / Saudi / Karachi / Bayou / Foks        voltar ao topo

Malfouf – árabe

Usado no Egito e no Líbano (chamado Leff):
•  danças em fila;
•  entrada e saída do palco na moderna Dança Clássica (andadas e deslocamentos);
•  solo de derbake;
•  intermedia o Saiidi.  

DUM

keTA

keTAke

1

e 2

e


Ayoub - turco        voltar ao topo

Usado no Oriente Médio, da Turquia ao Norte de África. Soa como o andar de um camelo.
•  no Egito, mais lento, é a base para o ritual de Zaar (ás vezes, o próprio ritmo é chamado de Zaar);
•  mais rápido, faz parte do folclore de diversos países;
•  na moderna Dança Clássica (do ventre):
     -  transição de ritmos;
     -  substituindo o Malfouf em finalizações;
     -  como base do solo de derbake.  

DUM

keDUM

TA

1

e 2

e


Falahi - egípcio        voltar ao topo

Ritmo muito rápido comum no Alto Egito, originário das fazendas, deu origem a ritmos mais sofisticados como o Baladi e o Maksoum, é usado:
•  na dança folclórica - Raks Falahi ;
•  intermediando Baladi, Maksoum e Saidi em músicas folclóricas;
•  na moderna Dança Clássica (do ventre), como ritmo base do solo de derbake, ou intermediado com o Baladi ou Maksoum no desenvolvimento da fase alegre da rotina.

DUMke(ta)

keDUMketa

1 e

    2     e


Saudi - árabe        voltar ao topo

Muito similar ao Malfouf, este ritmo é específico da região do Golfo Pérsico (Arábia Saudita), porém é tocado mais lento, com acento contínuo no DUM para acompanhar a dança Khalij i. O ritmo também pode ser chamado de Khaliji;

DUM

DUM

(ke)take

     1   e

2

e


Karachi - egípcio        voltar ao topo

Ritmo rápido, é como o inverso do Ayoub, usado:
•  na música egípcia moderna alternado com outros ritmos similares;
•  comum em todo Norte da África especialmente no folclore Argeliano (Shaabi);
•  músicas para ATS .

TA

keTA

DUM

1

e 2

e


Bayou - egípcio        voltar ao topo

Segue o mesmo padrão do Ayoub mas com um duplo DUM e é um pouco mais lento. Usado:
•  solos de derbake;
•  substituindo o Malfouf em deslocamentos.

DUM

DUMDUM

TA

1 e

2

e


Foks - egípcio        voltar ao topo

Ritmo muito simples como se fosse uma marcha, provavelmente inspirada na música ocidental (fokstrot?), apresenta acentos mais fortes a cada 4 ou 8. Presente em músicas modernas egípcias muito usado por Mohammed Abdel Wahab.

DUM

TA

ke

      1     e

2

e


3 tempos: Valsa / Tsamiko        voltar ao topo

Valsa / Yuruk Samaai / Turk Samaai Sari / Swat Khaliji) – grego/turco

Esta ritmo é equivalente à valsa ocidental e em muitas regiões árabes ele também é chamado de valsa, ou “al vals”. Presente em músicas clássicas e modernas ele permite o uso de véus e deslocamentos.

DUM

keTA

keTA ke

1

e 2

e 3 e


Tsamiko - grego        voltar ao topo

Este ritmo pode ser em 3/4 ou 6/8. Não linear ele varia entre “lento-rápido-rápido”. É o ritmo do hino nacional grego.

DUM

keTA

keDUM ke

1

e 2

e 3 e


4 tempos: Baladi / Maksoum / Maksoum “Caminhando” / Sombati / Wahida Kebir / Saiidi / Wahida Tawille / Bambi / Nawari / Bolero / Zaffa / Sabamma        voltar ao topo

Baladi / Masmoudi Saghir - árabe

Caracterizado por dois DUMs no início da frase é chamado de Masmoudi Saghir (pequeno Masmoudi) pois esta acentuação do duplo DUM é própria do Masmoudi; porém, tocado em 4 e não em 8 tempos. A palavra “Baladi” significa “do campo” ou “antigo”. É usado:

•  amplamente na moderna Dança Clássica (do ventre), normalmente sem o acompanhamento melódico, na transição entre ritmos, ou, quando entram os intrumentos melódicos, ele é substituído por um Maksoum. De qualquer modo, sempre mais lento do que o Maksoum;
•  no Raks Baladi , intermediado com outros ritmos similares - Saiidi, Maksoum, Falahi.

DUM DUM takeTA DUM takeTA(take)
   1     e    2 e 3   e    4    e


Maksoum – árabe / egípcio        voltar ao topo

Segundo Hossam Ramzy, o Maksoum é o pai de todos os ritmos egípcios. Observação exagerada, porém verdadeira. A partir do Maksoum Básico (nomenclatura minha), com diferenças mínimas de preenchimento, cadência e acentuação, muitos ritmos se formam. Na região do Magreb, esta família de ritmos é chamada de Duuyek.

DUM TA      TA DUM TA
   1  e 2     e 3 e 4 e


Maksoum “Caminhando” (família Maksoum)        voltar ao topo

Este é o ritmo que chamamos de Maksoum, é uma versão mais urbanizada do Baladi, bem acelerado, ele é usado:
•  no desenvolvimento da moderna Dança Clássica (do ventre) intermediado com Baladi e Falahi e também com variações de velocidade;
•  em danças folclóricas urbanas como o Meléa Laf , ou Raks Baladi ;
•  presente em todo Oriente Médio e Norte da África;  

DUM TA keTA DUM takeTA (take)
   1    e 2  e 3 e      4     e


Sombati (família Maksoum)

Com uma acentuação um pouco diferente, mais preenchido, eu diria que o Sombati é um intermediário entre o Maksoum e o Wahda Wa Noss. Usado em takassim com ou sem acompanhamento vocal.

DUM keTAkeTA DUM kekeTA (take)
1 e   2   e 3   e    4      e

Wahida Kebir / Wahida Takassim / Wahida Wa Noss / Wahida Wa Nisf (família Maksoum ) Ele deriva, pelo menos teoricamente, da metade de um Wahida (ver na seqüência). Mais ralentado que o Sombati, é também um Chiftetelly simplificado, usado no Egito. Já o Chiftetelly como conhecemos, é um ritmo turco-grego (ver em 8 tempos).
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DUM (ke)TÁ (ke)TÁ DUM TA(ke)TA
   1     e    2        e 3  e        4   e


Saiidi / Baladi MaKloub – egípcio        voltar ao topo

Caracterizado por um duplo DUM no meio que o torna mais pesado, mais telúrico. Típico do Alto Egito (região do Porto Saiid), ele é rápido e forte. Usado:

•  no Tahteeb ;
•  no Raks Al Assaya , inserido ou não na moderna Dança Clássica ;
•  no estilo Gawazee ;
•  intermediado com o Baladi no Raks Baladi .

DUM tak DUM DUM takeTA(take)
1 e 2 e      3    e    4

Wahida Tawille – árabe        voltar ao topo

Wahida significa “um” em árabe. Os ritmos que começam com um único DUM são assim chamados. Como diz Uncle Mafufo: - “O Wahida é um DUM com uma cauda.” O Wahida Tawille é comumente usado:

• na fase vocal (ladainha) da música – o acento único facilita ao percussionista acompanhar a longa e “esticada” vocalização, indexmente no inicio da música, ou também o improviso melódico (takassim); a medida dos “takes” após o DUM, pode se esticar ou se encurtar de acordo com a frase musical;
• em transições de ritmos diversos (não similares);
• como “breque” dentro do mesmo ritmo.

DUM taketakeTA taketakeTA (ta)
1   e     2    e    3     e   4  

Abaixo, alguns outros “Wahidas”, dentre os muitos existentes:
•  Wahida Saaiira / Wahida al-Basita: D TkTk
•  Wahida Saghir: D T T (parecido com a Valsa, mas mais acelerado)
•  Wahida Khafiif: D Tk kT Tk kT k
•  Wahida al-Matusta: D T T T _T T
•  Wahida al-Shamiin :(ver Malfouf)

Bambi – egípcio        voltar ao topo

Este é um ritmo muito interessante, derivado do Wahida, mas possui 3 DUNs no início. Está presente na moderna música egípcia e é amplamente utilizado por Hossam Ramzy.

DUM DUMDUM (take)TA(take)TA (take)TA (ta)
1    e     2      e    3           e            4   e

Nawari – árabe        voltar ao topo

Usado em danças em fila na Síria e Líbano.

DUM keta DUM keta taktak
1 e 2    e     3 e    4  e

Bolero – “América Latina”

Assim como a Rumba, este ritmo é usado em muitos lugares no Oriente Médio, foi provavelmente introduzido na Espanha por músicos orientais e ciganos, trazidos à América Latina e reintroduzidos no oriente de maneiras diversificadas, fazendo agora parte de músicas modernas. Bastante usado por George Abdo.

DUM taketa keDUMke tak
1 e     2  e   3    e 4     e

Zaffa / Murrabba Jaza'ira – egípcio        voltar ao topo

Este é o ritmo é a marcha nupcial egípcia, usado tradicionalmente para a cerimônia do casamento. O ritmo é lento, bem marcado e repetitivo. Em uma versão mais acelerada é usada para o Raks Shamadan também tradicional de casamento. Com um belo acompanhamento melódico pode se tornar bastante interessante e proporcionar o desenvolvimento de outros estilos: ondulação, véu, etc.

DUM taketa taDUM tata (tata)
1 e    2 e    3  e 4     e

Neste caso acho importante colocar a variação:
D tkt tD tD _ D D D t tktkt t (versão Hossam Ramzy – “Big Zaffa”)

Sabamma (Hatcha) – árabe        voltar ao topo

Usado em takassim, este ritmo é bem marcado e permite variações de preechimento do percussionista no final do último tempo (resto). Isto torna o ritmo rico e interessante para a bailarina. Uncle Mafufo utiliza amplamente o Sabamma em suas composições. A nomenclatura “Hatcha” é usada por algumas bailarinas brasileiras e eu desconheço a origem desta palavra. 

DUM TAkeTA TAkeDUM TAkeTA (resto)
1 e       2 e        3 e       4     e

 

5 tempos: turco        voltar ao topo

Amplamente usado pelo compositor Uncle Mafufo, típica do folclore turco, não poderia deixar de ser citado.

DUM ke TA ke ta
1 2 3 4 5

 

6 tempos: Zébula / Marroquino de 6 / Shish Hasht        voltar ao topo

A palavra “darig” ou “darij” se refere a um ritmo de 6 tempos, ele pode assumir diferentes formas, dependendo da região. É usado na música árabe, Persa e Turca. É muito comum na região do Magreb: Argélia, Marrocos e Tunísia acompanhando danças de transe, veja Guedra . Abaixo dois exemplos. É o ritmo mais utilizado na música persa. É também amplamente usado por compositores de música New Age Oriental como Stephen Flynn.

Zébula / Darig – norte africano (Magreb)        voltar ao topo

DUM ke ta KE ta ke
1 2 3 4 5 6

Marroquino de 6 / Shabia – norte africano (Magreb)          voltar ao topo

ta ke ta KE DUM ke
1 2 3 4 5 6

Shish Hasht / Shir e Madar – persa        voltar ao topo

DUM take take DUM ke   TA
1     e 2 e 3 e 4     e 5      e 6     e

7 tempos: Andaluz / Laz / Kalamantiano        voltar ao topo

Os ritmos que usam segmentos de 3 alternados com os de 2 são chamados de “aqsaaq”, o que significa “quebrado”. Este tipo de ritmo é parte importante da música do Oriente Médio.

Este termo é usado pelos músicos orientais para designar os ritmos que não são lineares e matemáticos como os ocidentais, muitas vezes podem não soar bem aos ouvidos acostumados à métrica ocidental. Alguns ritmos aqui mencionados seguem esta regra: Laz , Kalamantiano , Karsilama , Samaaii Taql , Curcuna .

Existem duas maneiras básicas de se usar um ritmo de 7 tempos: 2+2+3 ou 3+2+2. Eles têm sua base no “Dawr Hindi” também chamado de “Andaluz” que é 3+2+2. Na Turquia temos o “Laz” ou “Laz Bar” e na Grécia o “Kalamantiano” referente à região do Porto de Kalamanta no sul da Grécia. Ambos são usados em diversas danças folclóricas.

Dawr Hindi / Andaluz – provavelmente Persa        voltar ao topo

DUM TAke TAke DUM takeTA   take
1        e 2   e 3   e 4       e    5    e 6 7  e
1 2 3 1 2 1 2

Laz / Rachinitza – turco        voltar ao topo

DUM ke TA   TA ke ta
1 2 1 1 1 2 3
1 2 3 4 5 6 7
ou
 
DUM ke DUM ke DUM ke ke
1 2 1 1 1 2 3
1 2 3 4 5 6 7

Kalamantiano / Leznoto – grego        voltar ao topo

DUM ke ta DUM ke TA ke
1 2 3 1 2 1 2
1 2 3 4 5 6 7
  ou
 
DUM ta ta DUM ta DUM ta
1 2 3 1 2 1 2
1 2 3 4 5 6 7

 

8 tempos: Chiftetelly / Masmoudi Kebir        voltar ao topo

Chiftetelly - turco/grego

Este ritmo de oito tempos, se consiste na junção do Wahida com o Maksoum (4+4). É considerado um ritmo Turco/Grego. É muito comum e apreciado na dança do ventre, tocado lentamente e com muitos espaços entre as batidas principais, o que dá ao percussionista a oportunidade de preencher estes espaços das mais variadas e criativas maneiras. Por acompanhar o takassim (improviso melódico), algumas pessoas confundem e chamam o próprio ritmo de takassim. Outra confusão se dá em torno do que é chamado no Brasil de Wahida Wa Noss , uma versão simplificada do Chiftetelly.

DUM (tktk)TA (tktk) TA (tk) DUM (tk) DUM (tk) TA resto
1       e   2     e 3 e 4    e 5        e 6        e 7    e 8 e

 

Masmoudi Kebir - árabe

Outro ritmo que é uma combinação de dois 4/4, o Masmoudi Kebir (grande) existe em duas versões: com dois DUNs no início chamado de “Masmoudi Guerreando ou Brigando”, pois supostamente soa como um casal discutindo (fala-retruca); e o com três DUNs no início, chamado de “ Masmoudi Caminhando” por soar como uma marcha. É um ritmo muito comum nas músicas para dança do ventre, tem uma percussão intensa e bem definida o que o torna muito pertinente aos passos da dança.

Os Masmouda são um dos três principais grupos de Bérberes do Marrocos, habitam a região também conhecida como Masmouda que fica nas Montanhas Atlas. Usado em:

•  Takassim;
•  Entrada no Palco (logo após o Malfouf ou substituindo-o);
•  Solos de percussão (especialmente em músicas turcas).  

- Com 2 DUNs:

DUM (tk) DUM (tk) TA (tk) TA (tk) DUM (tktk) TA(tktk) TA (tk)
   1     e    2     e 3    e 4     e    5      e 6 e 7      e 8     e

- Com 3 DUNs (geralmente tocado mais seco):

DUM DUM DUM (tk) TA DUM (tktk) TA(tktk) TA
1       e 2        e 3        e  4   e 5       e 6 e 7      e 8      e

 

9 tempos: Karsilama / Zeibek        voltar ao topo

Karsilama – turco

Karsilama significa “face a face” em turco. Este ritmo é amplamente usado em dança do ventre, em músicas folclóricas turcas e gregas e também na música turca moderna. O ritmo pode ser contado em 9 ou agrupado em 2+2+2+3 ou ainda em dois grupos de 3 com velocidade diferente (lento – rápido): 1 2 3 + 123.

Este ritmo faz parte da família dos “ aqsaaq ”, é tão conhecido que muitas vezes é chamado simplificadamente de “aqsaaq”.

O Karsilama é um ritmo muito rápido e difícil, é ótimo para snuges e trabalho de véu rápido. É necessário que se aprenda alguns movimentos específicos que acentuem o 123 finais ou a dança fica boba e desconectada. O reconhecimento do ritmo é essencial para qualquer trabalho e indexmente quando este ritmo é não linear.

(tk)DUM (tk)TA (tk)DUM (tk) TA TA TA
1 2     3 4     5 6      7 8 9
1 2     1 2     1 2      1 2 3
1        2        3         1 2 3

 

Zeibek / Ziembeikiko – turco        voltar ao topo

Este é o ritmo usado no estilo de música e dança chamado Ziembeikiko. Ziembeikiko é uma dança super tradicional na Grécia, é dançada em solo por um homem. É popularmente conhecida como a “Dança do Bêbado” pois é dançada com um copo em uma das mãos. Tradicionalmente representava o sofrimento pela guerra, hoje em dia, a música fala do sofrimento por amor. Não é uma dança folclórica antiga, pode-se dizer que é o “Blues” dos gregos.

Este ritmo é completamente diferente do Karsilama. É agrupado em 4+4+1 e é muito mais lento. Soa como 2 vezes um ritmo básico de 4 tempos mais um. Esta batida extra pode ser usada para se adicionar à dança um passo ou uma terminação de impacto á seqüência de passos. Mais uma vez, o ouvido tem que se manter atento ás batidas para a dança não parecer perdida no espaço e no tempo. Observe como, nesta versão modernizada, ele se parece bastante com 2 maksoums seguidos de uma “ta” a mais no final:

DUM ta   ta DUM ta      DUM ta   ta DUM     ta ta
1       e 2 e     3 e  4   e   5      e 6 e     7 e   8 9

 

10 tempos: Samaii Taql / Armênio          voltar ao topo

Samaaii Taql – turco/árabe

A palavra samaa'ii tem sua raiz no árabe “sma” que significa “escutar”. É a forma turca da antiga música clássica. Este ritmo está presente no Oriente Médio nas músicas clássicas e não nas folclóricas. Usado amplamente em takassim proporciona á bailarina desenvolvimentos ricos em ondulações, véu e chão.

DUM ke ta ke ta ke TA ke ta ke DUM DUM TA ke ta ke ta ke
1       e 2   e 3    e 4    e 5   e 6 7 8 e    9 e  10 e


Curcuna / Armênio – armênio

A pronúncia do “c” em turco é como um “dj” em português ou “j” em inglês, portanto devemos ler “Djurdjuna”. É um ritmo Armênio e também usado no Afeganistão, agrupado em 3+2+2+3. Tal qual os os outros “aqsaaq”, não é linear, soa como: longo+curto+curto+longo. Os ritmos de 10 tempos são muito interessantes para dançar proporcionando “tempo” à bailarina e ao desenrolar de sua dança, mas é preciso mantê-lo sempre em mente e não perder o compasso.

DUM   ke TA DUM TA ta ke
1 2 3 4    5 6       7 8 9 10
1 2 3 1    2 1       2 1 2 3
 
 
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